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BCE confirma subida de 25 pontos base — impacto concreto nas prestações a partir de 17 de junho

Taxa de depósito sobe para 2,25% e taxa de refinanciamento para 2,4%. Inflação em 3,2% em maio. Conheça o impacto real na prestação do seu crédito habitação.

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BCE confirma subida de 25 pontos base — impacto concreto nas prestações a partir de 17 de junho

O Banco Central Europeu (BCE) confirmou a subida de 25 pontos base nas taxas diretoras, na reunião de política monetária de 11 de junho — o primeiro aumento em quase três anos. A decisão, que entra em vigor a 17 de junho de 2026, foi amplamente antecipada pelos mercados, mas os números concretos merecem uma análise detalhada.

O que mudou exatamente?

TaxaAntesDepoisVariação
Taxa de depósito2,00%2,25%+0,25 p.p.
Taxa de refinanciamento2,15%2,40%+0,25 p.p.
Facilidade permanente de cedência2,40%2,65%+0,25 p.p.

A decisão foi justificada pela inflação persistente na Zona Euro, que atingiu 3,2% em maio — o nível mais elevado em mais de dois anos e meio. O BCE reviu também em alta a previsão de inflação para 2026, de 2,6% para 3%, e em baixa as perspetivas de crescimento económico.

Impacto direto nas prestações da casa

A subida das taxas diretoras reflete-se rapidamente na Euribor, que serve de indexante à maioria dos créditos habitação em Portugal. Nas últimas semanas, todas as maturidades da Euribor registaram subidas:

  • Euribor 1 mês: 2,167% (máximo do ano)
  • Euribor 3 meses: 2,380%
  • Euribor 6 meses: 2,639%
  • Euribor 12 meses: 2,874%

Para uma família com um crédito de 150.000 euros a 30 anos, indexado à Euribor a 12 meses com spread de 1%, a prestação mensal atual ronda os 530 euros — um aumento de cerca de 50 euros face a há um ano.

Inflação subjacente também preocupa

Além da inflação geral, o BCE destacou que a inflação subjacente (excluindo energia e alimentos) subiu de 2,2% para 2,5% em maio, enquanto a inflação dos serviços passou de 3,0% para 3,5%. Isto indica que as pressões nos preços se estão a alargar para além dos setores energéticos, o que pode justificar novas subidas no futuro.

O que pode fazer para mitigar o impacto?

Com a confirmação de que o BCE mantém uma postura restritiva, as famílias com crédito habitação devem considerar:

  • Simular a transferência do crédito para outro banco com condições mais favoráveis
  • Renegociar o spread com o banco atual, especialmente se tiver um spread acima de 1%
  • Optar por taxa mista para garantir estabilidade na prestação durante 2 a 5 anos
  • Acompanhar a data de revisão do contrato para antecipar o impacto na prestação

O BCE sinalizou que novas subidas não estão descartadas, dependendo da evolução da inflação e do crescimento económico. A prudência e o planeamento financeiro são essenciais neste contexto.

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Fontes: Doutor Finanças, Euribor-rates.eu, Banco Central Europeu

Tags: BCE Taxas de Juro Crédito Habitação Inflação Euribor
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