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BdP alerta: investimento na habitação vai abrandar com novas subidas da Euribor

O Banco de Portugal reviu em alta as projeções de inflação e alerta que o investimento na habitação vai abrandar com as novas subidas da Euribor. O que significa para quem quer comprar casa e para quem já tem crédito?

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BdP alerta: investimento na habitação vai abrandar com novas subidas da Euribor

O Banco de Portugal (BdP) reviu em alta as projeções de inflação para 2026 e alertou que o investimento na habitação deverá abrandar nos próximos meses, pressionado pelas novas subidas da Euribor. O aviso surge num contexto de taxas de juro elevadas e incerteza geopolítica, que estão a travar o dinamismo do mercado imobiliário português.

Inflação mais alta, crescimento mantido

De acordo com os mais recentes indicadores económicos do BdP, o regulador manteve as estimativas sobre o crescimento económico, mas reviu em alta a previsão de inflação para este ano. O conflito no Médio Oriente e a subida do preço do petróleo — que voltou a negociar acima dos 80 dólares — são os principais fatores que explicam esta revisão.

Para o crédito habitação, esta combinação significa uma coisa: taxas de juro elevadas durante mais tempo. O BCE subiu as taxas diretoras em 25 pontos base a 11 de junho e os analistas já antecipam que novas subidas poderão estar a caminho se a inflação não ceder.

Prestações sobem há 8 meses consecutivos

Os efeitos já se fazem sentir. A prestação média mensal dos empréstimos à habitação voltou a subir em abril de 2026, pelo oitavo mês consecutivo, fixando-se nos 428 euros — mais três euros do que em março. Desde agosto de 2025, a prestação média acumula um aumento de cerca de 35 euros mensais.

A subida é mais acentuada para quem tem contratos indexados à Euribor a 6 ou 12 meses, que estão a ser revistos com taxas significativamente mais altas do que há um ano.

Compra de casa: o que esperar?

Apesar do abrandamento no investimento, os preços das casas em Portugal continuam elevados. O BdP já tinha alertado que as expectativas dos portugueses estão a alimentar a subida dos preços, criando um ciclo de antecipação de compra que mantém a procura acima da oferta.

Portugal precisa de 70 mil novas casas por ano, segundo os promotores imobiliários, mas a construção nova continua aquém do necessário. Com o crédito mais caro e a taxa de esforço máxima a descer de 50% para 45%, muitos compradores poderão ver-se excluídos do mercado.

Estratégia para 2026

Para quem está a pensar comprar casa, o momento exige planeamento e uma boa assessoria financeira:

  • Simule diferentes cenários de taxa de juro — uma subida de 0,5% na Euribor pode significar mais 30 a 50 euros na prestação mensal
  • Considere a taxa mista — fixa a prestação nos primeiros anos e oferece proteção contra novas subidas
  • Compare propostas de vários bancos — o spread certo pode fazer a diferença entre uma prestação confortável e uma taxa de esforço excessiva
  • Não se esqueça dos seguros — o seguro de vida associado ao crédito habitação pode ser contratado fora do banco, com poupanças significativas

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Fontes: idealista/news, Banco de Portugal, Doutor Finanças

Tags: Banco de Portugal Crédito Habitação Euribor Mercado Imobiliário
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