O Governo português anunciou que vai avançar com uma nova emissão de Certificados do Tesouro, com o objetivo de atrair as poupanças das famílias e diversificar as fontes de financiamento do Estado. A medida foi noticiada pelo ECO e surge num contexto de procura crescente por alternativas de investimento de baixo risco.
Os Certificados do Tesouro são produtos de dívida pública tradicionalmente procurados por aforradores que privilegiam a segurança do capital. Ao contrário dos Certificados de Aforro (série F, atualmente disponível nos CTT), os Certificados do Tesouro oferecem prazos mais longos e uma remuneração potencialmente mais elevada em contrapartida de menor liquidez.
O que são e como funcionam
Os Certificados do Tesouro (CT) são títulos de dívida emitidos pelo Estado português através da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Historicamente, os CT têm maturidades entre 5 e 10 anos e oferecem uma taxa de juro fixa ou indexada ao PIB.
A nova série deverá ser disponibilizada através dos CTT e dos bancos aderentes, à semelhança do que já acontece com os Certificados de Aforro. O montante mínimo de subscrição e as taxas de juro serão anunciados pelo IGCP nas próximas semanas.
Porquê agora?
O movimento do Governo surge num momento em que as famílias portuguesas têm procurado ativamente alternativas aos depósitos a prazo. Apesar da descida das taxas Euribor, os juros dos depósitos bancários continuam baixos, o que torna os Certificados do Tesouro uma opção atrativa para quem procura rentabilidade com capital garantido.
Além disso, o Estado português beneficia de um rating soberano positivo e de um contexto de forte procura por dívida pública — a negociação de dívida pública portuguesa mais do que quadruplicou em 2025, segundo a CMVM.
Alternativas de poupança em 2026
Para além dos Certificados do Tesouro, os aforradores portugueses têm atualmente várias opções:
- Certificados de Aforro Série F: taxa base de 2,5%, com prémios de permanência até 1,75%
- Depósitos a prazo: taxas médias entre 1,5% e 2,5% nos principais bancos
- PPR: benefícios fiscais em IRS até 400 euros por ano
- Seguros de capitalização: soluções de médio/longo prazo com garantia de capital
A escolha ideal depende do prazo de investimento, da tolerância ao risco e dos objetivos financeiros de cada família. Com a inflação a manter-se acima da meta dos 2%, é importante garantir que o retorno dos investimentos não é corroído pela subida de preços.
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