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Crédito habitação cresceu quase 35% em 2025: bancos emprestaram mais 9,1 mil milhões

O montante de novo crédito habitação atingiu 23,4 mil milhões de euros em 2025, impulsionado pela descida das taxas de juro e pela garantia pública para jovens.

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Crédito habitação cresceu quase 35% em 2025: bancos emprestaram mais 9,1 mil milhões

Crédito habitação disparou 35% em 2025: 23,4 mil milhões em novos empréstimos

O ano de 2025 foi histórico para o crédito habitação em Portugal. De acordo com o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito do Banco de Portugal, o montante total de novos empréstimos para compra de casa atingiu 23,4 mil milhões de euros — um crescimento de 34,9% face a 2024, quando os bancos emprestaram cerca de 17,3 mil milhões.

O que impulsionou esta subida

O Banco de Portugal identifica vários fatores que contribuíram para este crescimento:

  • Descida das taxas de juro: a trajetória descendente da Euribor ao longo de 2025 incentivou mais famílias a avançarem para a compra de casa
  • Resiliência do mercado de trabalho: o emprego manteve-se robusto, dando confiança aos consumidores
  • Subida dos preços da habitação: os preços continuaram a subir, pressionando os montantes dos empréstimos
  • Garantia pública do Estado: destinada a facilitar o acesso dos jovens à habitação, teve um impacto muito significativo

O crescimento foi particularmente forte nos primeiros três trimestres de 2025, com aumentos homólogos de 45%, 43,8% e 36,3%, respetivamente. No último trimestre, o ritmo abrandou para 20,5%.

Montante médio dos empréstimos subiu mais de 30 mil euros

O montante médio dos novos contratos de crédito habitação aumentou significativamente, com os contratos ao abrigo da garantia pública a terem um valor médio cerca de 17,4% superior ao dos contratos sem garantia. Este aumento reflete tanto a subida dos preços das casas como o acesso de compradores mais jovens a financiamento que, de outra forma, dificilmente conseguiriam.

O prazo médio dos contratos também aumentou, fixando-se em 31,7 anos — mais um ano do que em 2024. Os contratos com garantia pública tiveram um prazo médio de 37,8 anos, e os prazos superiores a 35 anos representaram 34,6% do total, um aumento de quase 10 pontos percentuais face a 2024.

Taxa mista perde terreno mas continua a liderar

Apesar do contexto de taxas de juro em queda, a taxa mista continuou a ser a mais frequente nos novos contratos — mas perdeu peso. Em 2025, 75,2% dos contratos foram celebrados a taxa mista (em número) — abaixo dos 82,1% de 2024.

A taxa variável recuperou apetite, representando 18,7% do número de contratos (contra 11,8% em 2024), enquanto a taxa fixa se manteve estável nos 6,3%.

O que esperar para 2026

Com a Euribor a descer e o BCE a sinalizar que pode manter as taxas estáveis após a recente subida, o mercado de crédito habitação em 2026 pode continuar aquecido — embora a um ritmo mais moderado. Para as famílias, a diversidade de ofertas (taxa mista, variável e fixa) significa mais escolha, mas também exige mais atenção na hora de escolher.

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Fontes: Doutor Finanças, Banco de Portugal - Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito

Tags: crédito habitação habitação Banco de Portugal taxa mista
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