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Euribor a 12 meses recua para 2,748%: curto prazo inverte tendência e volta a subir

Após quatro sessões de descidas, as taxas Euribor de curto prazo voltaram a subir. A maturidade a 12 meses recuou ligeiramente para 2,748%. O que esperar das prestações no verão.

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5 min de leitura
Euribor a 12 meses recua para 2,748%: curto prazo inverte tendência e volta a subir

As taxas Euribor registaram esta semana movimentos divergentes entre as várias maturidades, revelando um cenário de incerteza nos mercados monetários europeus. As taxas de curto prazo — uma semana e um mês — inverteram a tendência de descida das quatro sessões anteriores e voltaram a subir. Já as maturidades mais longas, como os 12 meses, recuaram ligeiramente.

Taxas atuais da Euribor (18 de junho de 2026)

MaturidadeTaxa (18/jun)Variação diáriaVariação 5 dias
1 semana2,066%+0,025 pp+0,138 pp
1 mês2,285%+0,039 pp+0,118 pp
3 meses2,386%-0,031 pp+0,006 pp
6 meses2,606%-0,001 pp-0,033 pp
12 meses2,748%-0,011 pp-0,126 pp

Fonte: euribor-rates.eu

A tendência de subida das taxas de curto prazo sugere que os mercados antecipam uma postura mais restritiva do BCE no curto prazo, enquanto a estabilidade nas maturidades longas indica que os investidores esperam uma normalização gradual ao longo dos próximos meses.

O que significa para a prestação da casa?

A Euribor a 12 meses — a mais utilizada nos créditos habitação em Portugal — recuou para 2,748%, uma descida de 0,126 pontos percentuais face ao valor de 12 de junho (2,874%). Embora a descida seja modesta, qualquer alívio nas taxas é bem-vindo para as famílias com crédito indexado a esta maturidade.

Na prática, para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação mensal ronda atualmente os 614 euros. Se a Euribor a 12 meses descesse mais 0,25 pontos percentuais, a prestação baixaria cerca de 22 euros por mês — uma poupança anual de 264 euros.

No entanto, a subida das maturidades mais curtas é um sinal de alerta. A Euribor a 3 meses, muito utilizada em novos contratos e em renovações de taxa variável, está a aproximar-se dos 2,4%, o que pode encarecer os créditos contratados recentemente.

O que fazer com o crédito habitação?

Com a Euribor ainda acima dos 2,7% nas maturidades principais, as famílias têm várias opções:

  • Renegociar o spread com o banco atual — muitos bancos estão disponíveis para rever condições
  • Transferir o crédito para outro banco que ofereça melhores condições
  • Fixar a taxa durante um período, garantindo estabilidade na prestação
  • Amortizar antecipadamente, se houver poupança disponível

Cada caso é diferente e depende do montante em dívida, do prazo restante e da taxa de esforço da família. O importante é agir e não esperar que as taxas voltem aos mínimos de há três anos — esse cenário não está no horizonte.

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Fontes:

  • euribor-rates.eu, Current Euribor rates, 18/06/2026
  • idealista/news, Juros pressionam prestação da casa — que sobe há 8 meses consecutivos, 07/06/2026
Tags: Euribor Crédito Habitação Taxas de Juro Prestação da Casa
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