As taxas Euribor registaram esta semana movimentos divergentes entre as várias maturidades, revelando um cenário de incerteza nos mercados monetários europeus. As taxas de curto prazo — uma semana e um mês — inverteram a tendência de descida das quatro sessões anteriores e voltaram a subir. Já as maturidades mais longas, como os 12 meses, recuaram ligeiramente.
Taxas atuais da Euribor (18 de junho de 2026)
| Maturidade | Taxa (18/jun) | Variação diária | Variação 5 dias |
|---|---|---|---|
| 1 semana | 2,066% | +0,025 pp | +0,138 pp |
| 1 mês | 2,285% | +0,039 pp | +0,118 pp |
| 3 meses | 2,386% | -0,031 pp | +0,006 pp |
| 6 meses | 2,606% | -0,001 pp | -0,033 pp |
| 12 meses | 2,748% | -0,011 pp | -0,126 pp |
Fonte: euribor-rates.eu
A tendência de subida das taxas de curto prazo sugere que os mercados antecipam uma postura mais restritiva do BCE no curto prazo, enquanto a estabilidade nas maturidades longas indica que os investidores esperam uma normalização gradual ao longo dos próximos meses.
O que significa para a prestação da casa?
A Euribor a 12 meses — a mais utilizada nos créditos habitação em Portugal — recuou para 2,748%, uma descida de 0,126 pontos percentuais face ao valor de 12 de junho (2,874%). Embora a descida seja modesta, qualquer alívio nas taxas é bem-vindo para as famílias com crédito indexado a esta maturidade.
Na prática, para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação mensal ronda atualmente os 614 euros. Se a Euribor a 12 meses descesse mais 0,25 pontos percentuais, a prestação baixaria cerca de 22 euros por mês — uma poupança anual de 264 euros.
No entanto, a subida das maturidades mais curtas é um sinal de alerta. A Euribor a 3 meses, muito utilizada em novos contratos e em renovações de taxa variável, está a aproximar-se dos 2,4%, o que pode encarecer os créditos contratados recentemente.
O que fazer com o crédito habitação?
Com a Euribor ainda acima dos 2,7% nas maturidades principais, as famílias têm várias opções:
- Renegociar o spread com o banco atual — muitos bancos estão disponíveis para rever condições
- Transferir o crédito para outro banco que ofereça melhores condições
- Fixar a taxa durante um período, garantindo estabilidade na prestação
- Amortizar antecipadamente, se houver poupança disponível
Cada caso é diferente e depende do montante em dívida, do prazo restante e da taxa de esforço da família. O importante é agir e não esperar que as taxas voltem aos mínimos de há três anos — esse cenário não está no horizonte.
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Fontes:
- euribor-rates.eu, Current Euribor rates, 18/06/2026
- idealista/news, Juros pressionam prestação da casa — que sobe há 8 meses consecutivos, 07/06/2026