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Euribor volta a subir em todos os prazos: taxa a 12 meses atinge 2,809% e pressiona prestações

Após várias sessões de descidas, as taxas Euribor inverteram a tendência e sobem em todas as maturidades. A taxa a 12 meses fixou-se nos 2,809%. O que esperar este verão.

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Euribor volta a subir em todos os prazos: taxa a 12 meses atinge 2,809% e pressiona prestações

As taxas Euribor inverteram a trajetória de descida das últimas semanas e registam agora subidas em todas as maturidades, desde o prazo de uma semana até aos 12 meses. A taxa a 12 meses — a mais relevante para o crédito habitação em Portugal — fixou-se nos 2,809% na sessão de 22 de junho, uma subida de 0,061 pontos percentuais face ao final da semana anterior.

Taxas atuais da Euribor (22 de junho de 2026)

MaturidadeTaxa (22/jun)Variação vs 16/jun
1 semana2,103%+0,094 pp
1 mês2,279%+0,070 pp
3 meses2,313%-0,095 pp
6 meses2,631%+0,039 pp
12 meses2,809%+0,054 pp

Fonte: euribor-rates.eu

A subida generalizada reflete o clima de incerteza nos mercados financeiros europeus, influenciado pelo conflito no Médio Oriente e pela recente decisão do Banco Central Europeu (BCE) de voltar a subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos base.

Impacto nas prestações da casa

Para as famílias com crédito habitação indexado à Euribor a 12 meses, a subida para 2,809% significa um agravamento das prestações nas próximas revisões. Num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação mensal ronda atualmente os 619 euros.

Se a Euribor a 12 meses continuar a subir — um cenário plausível face à tensão geopolítica e à postura do BCE — cada aumento de 0,25 pontos percentuais acrescenta cerca de 22 euros à prestação mensal.

Já para quem tem o crédito indexado à Euribor a 3 meses, atualmente nos 2,313%, o impacto é mais imediato. Esta maturidade, muito utilizada em novos contratos a taxa variável, está a afastar-se dos mínimos recentes e a aproximar-se novamente dos 2,4%.

O que esperar nos próximos meses?

A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou que a situação económica da Zona Euro “continua frágil” e defendeu o recente aumento das taxas como uma decisão “sólida”. Isto sugere que o BCE poderá manter uma política monetária restritiva durante mais tempo.

Para as famílias portuguesas, o conselho mantém-se: analisar o perfil do seu crédito, comparar ofertas de taxa fixa e mista, e não hesitar em renegociar condições com o banco ou transferir o crédito para outra instituição.

A diferença entre manter um spread desatualizado e conseguir um spread competitivo pode representar milhares de euros poupados ao longo do empréstimo.

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