A Reserva Federal dos EUA (Fed) manteve as taxas de juro de referência inalteradas na reunião de quarta-feira, 17 de junho, naquele que foi o primeiro grande teste de Kevin Warsh como novo presidente do banco central norte-americano. Wall Street não recebeu bem os sinais de que novas subidas poderão estar no horizonte, e o S&P 500 fechou a cair 1%.
A estreia de Warsh: prudência com um recado a Powell
Warsh, que sucedeu a Jerome Powell na liderança da Fed, optou por uma abordagem cautelosa, mantendo a taxa dos fundos federais no intervalo atual. Mas a sua conferência de imprensa deixou uma mensagem clara: a luta contra a inflação ainda não terminou.
O novo presidente da Fed “deixou um recado a Powell”, segundo o Jornal de Negócios, ao sinalizar que a política monetária restritiva pode ter de ir mais longe do que o anterior consenso sugeria. Warsh sublinhou que os dados de inflação continuam acima do objetivo de 2% e que o mercado de trabalho permanece aquecido.
Impacto imediato nos mercados
A reação dos mercados foi negativa. O índice S&P 500 recuou 1%, enquanto o Nasdaq também registou perdas. O dólar fortaleceu-se face ao euro, e as yields das obrigações do Tesouro americano subiram.
Este movimento teve impacto nas bolsas europeias, que abriram a sessão de quinta-feira, 18 de junho, em terreno negativo, com os investidores a digerirem a mensagem mais hawkish do que o esperado por parte da Fed.
O que significa para Portugal e para a Euribor?
As decisões da Fed têm um impacto indireto mas relevante sobre as taxas de juro na Zona Euro e, por consequência, sobre a Euribor. Uma Fed mais agressiva nas taxas tende a fortalecer o dólar e a pressionar o BCE a seguir uma linha semelhante para evitar desvalorização excessiva do euro.
No entanto, a Euribor a 12 meses tem mostrado uma tendência de descida nos últimos dias — fixou-se nos 2,755% a 16 de junho, contra 2,874% uma semana antes — sugerindo que os mercados europeus estão momentaneamente a divergir da narrativa americana.
O cenário permanece incerto. Se a Fed avançar com novas subidas e o BCE seguir o mesmo caminho, as prestações do crédito habitação indexadas à Euribor voltarão a subir. Mas se a economia europeia abrandar, o BCE poderá ser forçado a fazer uma pausa.
O que deve fazer?
Num ambiente de taxas voláteis, as famílias portuguesas devem avaliar cuidadosamente as suas opções de crédito habitação. A transferência para um banco com melhores condições, a renegociação do spread ou a mudança para uma taxa mista podem ser estratégias a considerar.
Peça já a sua simulação gratuita e descubra qual a melhor solução para o seu crédito habitação.
Fontes: Jornal de Negócios, Euribor-rates.eu