As grandes tecnológicas norte-americanas voltaram a mostrar força esta segunda-feira, com o Nasdaq Composite a disparar 2% e a liderar uma recuperação alargada em Wall Street. Apple, Microsoft, Nvidia, Amazon e Alphabet estiveram entre os títulos mais procurados da sessão.
Setor tecnológico recupera após semanas de pressão
O movimento representa um alívio para o setor tecnológico, que tinha estado sob pressão nas últimas semanas devido a receios de abrandamento económico global, tensões geopolíticas e à subida das taxas de juro do BCE em 25 pontos base.
Os investidores parecem ter aproveitado as quedas recentes para reforçar posições em empresas com fundamentais sólidos, numa estratégia de “comprar na queda” (buy the dip) que tem caracterizado os mercados nos últimos anos.
Impacto do acordo EUA-Irão
A dissipação de tensões no Médio Oriente, após o acordo entre Washington e Teerão, também contribuiu para o clima de maior otimismo. Os preços do petróleo, que tinham disparado nas semanas anteriores, estabilizaram, aliviando um dos principais fatores de risco para a economia global e para a inflação.
O que esperar para o resto do ano?
Apesar da recuperação, o segundo semestre de 2026 apresenta desafios: a política monetária do BCE e da Fed continua a ser o principal foco dos mercados, e a sustentabilidade dos ganhos das tecnológicas dependerá da capacidade de continuarem a apresentar crescimento de receitas e inovação em inteligência artificial.
Para os investidores portugueses, este contexto reforça a importância da diversificação. Com a Euribor em trajetória descendente (taxa a 12 meses nos 2,764%), as famílias têm mais margem de manobra para equilibrar poupança e investimento. Quem tem crédito habitação pode também avaliar se o momento é favorável para renegociar as condições do empréstimo.
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Fonte: Jornal de Negócios