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Prestações da casa sobem em julho com a Euribor a 3 e 6 meses a pressionar

A Euribor a 3 e 6 meses voltou a subir nos últimos dias, o que vai aumentar as prestações do crédito habitação já em julho. Saiba o impacto no seu orçamento.

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Prestações da casa sobem em julho com a Euribor a 3 e 6 meses a pressionar

As famílias portuguesas com crédito habitação indexado à Euribor a 3 ou 6 meses vão sentir um ligeiro aumento na prestação da casa já este mês de julho. Apesar da trajetória geral de descida das taxas Euribor desde o início do ano, as maturidades mais curtas registaram uma inversão pontual nos últimos dias úteis de junho.

Segundo os dados mais recentes do euribor-rates.eu, a Euribor a 3 meses fixou-se nos 2,324% a 30 de junho, subindo de 2,291% registados a 26 de junho. A Euribor a 6 meses passou de 2,596% para 2,568% no mesmo período — uma redução ligeira, mas ainda acima dos valores de há duas semanas.

Este comportamento é influenciado pela volatilidade nos mercados financeiros. “Os avanços e recuos relacionados com a resolução do conflito no Médio Oriente têm influenciado a confiança dos mercados financeiros e, por conseguinte, a flutuação da Euribor”, explica o idealista/news.

Quanto vai subir a prestação?

Para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a diferença entre a Euribor a 6 meses de 2,568% e 2,50% (valor de há duas semanas) representa um aumento de cerca de 5 a 8 euros na prestação mensal. Pode parecer pouco, mas num contexto de várias subidas consecutivas o impacto acumulado é significativo.

Já a Euribor a 12 meses, a mais utilizada nos contratos de taxa variável em Portugal, manteve-se mais estável nos 2,728%, o que significa que as famílias com revisão anual não sentirão este impacto imediato — mas devem manter-se atentas às atualizações mensais.

O que esperar nos próximos meses

A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o governador da Fed, Kevin Warsh, reuniram-se no Fórum do BCE em Sintra e concordaram que a luta contra a inflação ainda não terminou. Lagarde afirmou que a situação económica da zona euro “continua frágil” devido às tensões geopolíticas, o que mantém a incerteza sobre futuras decisões de política monetária.

Para as famílias portuguesas, a recomendação mantém-se: simular cenários de subida e descida das taxas de juro e comparar ofertas de crédito habitação. As taxas mistas, que representam 75% dos novos contratos, continuam a ser a principal alternativa para quem quer previsibilidade sem abdicar de prestações competitivas.

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Tags: Euribor Crédito Habitação Prestações Taxas de Juro
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