Os mercados asiáticos abriram a semana em forte queda, com um movimento de venda generalizada no setor tecnológico a provocar perdas avultadas nas principais praças da região. O índice sul-coreano Kospi afundou mais de 9% na sessão de terça-feira, 23 de junho, arrastando consigo outros mercados asiáticos.
O que desencadeou a queda?
O “sell-off” tem origem num conjunto de fatores que convergiram nas últimas sessões:
- Reavaliação do setor tecnológico — após meses de valorizações recorde, os investidores estão a ponderar se as avaliações das grandes tecnológicas asiáticas justificam os preços atuais.
- Subida de taxas de juro — a decisão do BCE de voltar a subir os juros e a perspetiva de que a Reserva Federal norte-americana possa seguir o mesmo caminho penalizam ações de crescimento, como as tecnológicas.
- Incerteza geopolítica — o conflito no Médio Oriente continua a pesar sobre a confiança dos investidores, apesar do recente acordo.
Impacto nas bolsas europeias
A abertura das bolsas europeias esta terça-feira está a ser fortemente influenciada pelo sentimento negativo vindo da Ásia. O PSI-20, índice de referência da bolsa de Lisboa, regista igualmente perdas na abertura da sessão.
Para os investidores portugueses com exposição a ações — seja diretamente ou através de fundos de investimento e PPR — a volatilidade atual exige cautela. Períodos de queda acentuada como este podem ser oportunidades de entrada, mas também representam riscos significativos para quem precisa de liquidez no curto prazo.
Diversificar é a palavra de ordem
Momentos de turbulência como este reforçam a importância da diversificação:
- Não concentrar tudo em ações — complementar com obrigações, imobiliário ou depósitos a prazo.
- Horizonte de longo prazo — para objetivos de médio/longo prazo (como pagar a casa), a volatilidade tende a diluir-se.
- Amortizar crédito — com os juros em alta, usar poupanças para reduzir o capital em dívida pode ser mais rentável do que manter investimentos voláteis.
Fonte: Jornal de Negócios
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