A taxa mista continua a ser a escolha dominante das famílias portuguesas na contratação de novo crédito habitação, representando 75% dos novos empréstimos em 2025. No entanto, este valor representa uma descida face a 2024, altura em que a taxa mista chegou a representar mais de 80% dos novos contratos.
Substituição parcial por taxa variável
Os dados constam do Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito, divulgado esta segunda-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Segundo o documento, verificou-se em 2025 uma “substituição parcial de contratação a taxa mista” por créditos a taxa variável.
Esta mudança coincide com a descida gradual da Euribor ao longo do último ano. Com as taxas de referência a recuarem dos picos acima de 4% para valores na casa dos 2,7%-2,8%, a taxa variável voltou a tornar-se uma opção mais atrativa para alguns perfis de mutuários.
Porque é que a taxa mista continua a dominar?
Apesar da ligeira perda de quota, a taxa mista mantém-se como a principal escolha por três razões fundamentais:
- Previsibilidade: a taxa fixa nos primeiros 2 a 5 anos permite às famílias saberem exatamente quanto vão pagar, independentemente das flutuações da Euribor
- Proteção contra incerteza: o contexto geopolítico atual (conflito no Médio Oriente) e as revisões em alta da inflação criam incerteza sobre a evolução futura das taxas
- Recomendação bancária: os bancos continuam a recomendar ativamente a taxa mista, que lhes oferece maior previsibilidade na gestão do risco de crédito
Taxa fixa, variável ou mista: qual escolher em 2026?
A escolha do tipo de taxa depende de vários fatores: o montante do empréstimo, o prazo, a tolerância ao risco e a capacidade de absorver aumentos da prestação.
Taxa variável (indexada à Euribor 3, 6 ou 12 meses): ideal para quem tem margem no orçamento familiar e acredita que as taxas vão continuar a descer no médio prazo. Com a Euribor a 12 meses nos 2,809%, as prestações são mais elevadas do que há um ano, mas mais baixas do que em 2024.
Taxa mista (fixa nos primeiros anos, variável depois): oferece um equilíbrio entre segurança e oportunidade. A taxa fixa inicial protege contra subidas, enquanto o período variável permite beneficiar de eventuais descidas futuras.
Taxa fixa (durante todo o prazo): a opção mais segura, mas também a mais cara no momento da contratação. Recomendada para quem valoriza a máxima previsibilidade e não quer surpresas.
Cada caso merece uma análise detalhada. A simulação de crédito é gratuita e não implica qualquer compromisso.
Fonte: idealista/news com dados do BdP
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