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Taxa mista atinge peso máximo no crédito habitação com juros a subir para 2,89%

A taxa mista atingiu o peso máximo nos novos contratos de crédito habitação em Portugal. Os juros médios subiram para 2,89% em maio, refletindo a incerteza quanto à evolução da Euribor.

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Taxa mista atinge peso máximo no crédito habitação com juros a subir para 2,89%

A taxa mista atingiu o seu peso máximo nos novos contratos de crédito habitação em Portugal, consolidando-se como a escolha preferida das famílias num contexto de incerteza quanto à evolução das taxas de juro. Os dados mais recentes mostram que os juros médios nas novas operações subiram para 2,89% em maio, um aumento face aos meses anteriores.

Porquê a preferência pela taxa mista?

A taxa mista combina um período inicial de taxa fixa (normalmente 1, 2 ou 5 anos) com uma fase posterior de taxa variável indexada à Euribor. Esta modalidade oferece às famílias uma proteção contra subidas inesperadas das taxas de juro no curto prazo, mantendo ao mesmo tempo a possibilidade de beneficiar de descidas futuras da Euribor.

Com a Euribor a 12 meses atualmente nos 2,709% e a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa voltar a descer as taxas na reunião de 23 de julho, as famílias procuram um equilíbrio entre previsibilidade e flexibilidade.

Juros sobem para 2,89% em maio

De acordo com os dados do Banco de Portugal, a taxa de juro média nos novos contratos de crédito habitação subiu ligeiramente para 2,89% em maio de 2026, embora se mantenha abaixo do valor registado no mesmo mês do ano anterior. Esta subida reflete o ajustamento dos spreads bancários e o custo de financiamento das instituições.

Apesar deste aumento, os juros continuam significativamente abaixo dos picos registados durante o ciclo de subidas da Euribor em 2023-2024, quando as prestações da casa chegaram a duplicar para muitas famílias portuguesas.

Taxa fixa, variável ou mista: qual escolher?

A escolha entre taxa fixa, variável ou mista depende do perfil de cada família. A taxa fixa oferece a máxima segurança, mas tende a ser mais cara. A taxa variável é a mais barata no imediato, mas expõe o orçamento familiar às flutuações da Euribor. A taxa mista procura um compromisso entre ambas.

Com o stock de crédito habitação a ultrapassar os 115,7 mil milhões de euros e a registar a maior subida homóloga desde 2003, o mercado continua dinâmico. A decisão sobre o tipo de taxa é uma das mais importantes ao contratar um crédito habitação.

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Fontes: idealista/news, Banco de Portugal, Euribor-rates.eu

Tags: Crédito Habitação Taxa Mista Euribor Banco de Portugal
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