As bolsas asiáticas fecharam o segundo trimestre de 2026 com o melhor desempenho trimestral em quase 17 anos, impulsionadas pela forte recuperação verificada em Wall Street no início da semana. O movimento reflete um regresso do otimismo aos mercados após semanas de volatilidade.
Nasdaq lidera recuperação com salto de 2%
O Nasdaq Composite foi o grande protagonista da sessão de segunda-feira, com uma subida de 2%, impulsionado pelo regresso das grandes tecnológicas ao centro das atenções dos investidores. Apple, Microsoft, Nvidia e Amazon registaram ganhos expressivos, num movimento que aliviou a pressão vendedora das últimas semanas.
O S&P 500 e o Dow Jones também fecharam em território positivo, com o setor tecnológico a liderar os ganhos em todos os principais índices norte-americanos.
Ásia acompanha otimismo
O efeito de contágio foi imediato. As bolsas de Tóquio (Nikkei), Hong Kong (Hang Seng) e Xangai (Shanghai Composite) abriram em forte alta esta terça-feira, prolongando os ganhos da sessão anterior. O índice MSCI Asia Pacific, que agrega os principais mercados da região, registou o melhor desempenho trimestral desde o terceiro trimestre de 2009.
O movimento foi também sustentado pela dissipação de alguns receios geopolíticos, após o acordo alcançado entre os EUA e o Irão, que aliviou as tensões no Médio Oriente e reduziu o prémio de risco nos mercados de matérias-primas.
O que significa para os investidores portugueses?
A recuperação dos mercados acionistas é um sinal positivo para quem tem investimentos em fundos ou planos de poupança com exposição a ações internacionais. No entanto, a volatilidade recente — incluindo a subida das taxas de juro do BCE em 25 pontos base — recomenda prudência e diversificação.
Com a Euribor a 12 meses nos 2,764% e a tendência de descida a manter-se, as famílias portuguesas podem encontrar um equilíbrio entre a poupança em depósitos a prazo (cujas taxas ainda beneficiam de níveis elevados) e o investimento em produtos de maior rendimento potencial.
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Fonte: Jornal de Negócios