Serviço gratuito de intermediação de crédito
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Investir em formação é investir no futuro. Seja uma licenciatura, mestrado, pós-graduação ou um curso profissional, o custo pode ser um obstáculo. Felizmente, existem várias formas de financiar os estudos ou a formação profissional em Portugal — e o crédito tradicional é apenas uma delas.
Opções de financiamento para formação
Crédito pessoal para formação (bancário)
Modalidade específica oferecida por vários bancos portugueses. Características típicas: TAEG entre 4% e 8%, montantes até 50.000 € e carência de capital durante o período de estudos (1 a 5 anos).
Crédito pessoal standard
Se não encontrar condições específicas para formação, pode recorrer a um crédito pessoal comum. TAEGs mais elevadas (6%–12%), mas com a vantagem de não exigir comprovativo de matrícula e ser mais flexível quanto à utilização do montante.
Bolsas e apoios estatais
A DGES atribui bolsas de estudo com base no rendimento do agregado familiar. Não é um empréstimo — não tem de ser reembolsado. Verifique sempre a elegibilidade antes de recorrer a crédito. O valor máximo pode cobrir a totalidade da propina.
Tabela comparativa: opções de financiamento
| Opção | TAEG típica | Carência | Montante máximo | Reembolso |
|---|---|---|---|---|
| Crédito formação (bancário) | 4% – 8% | ✅ Sim (1–5 anos) | Até 50.000 € | Após o curso |
| Crédito pessoal standard | 6% – 12% | ❌ Não | Até 75.000 € | Imediato |
| Bolsa DGES | 0% (não é crédito) | — | Propina + subsídio | Não reembolsável |
| Poupança antecipada | 0% | — | O que tiver | Não aplicável |
Como funciona o período de carência
A carência de capital é a grande vantagem do crédito formação. Durante o curso, paga apenas os juros (ou, em alguns casos, nada). O capital só começa a ser amortizado depois de terminar os estudos.
Exemplo: Mestrado de 15.000 €, TAEG de 5%, carência de 2 anos (curso) + 6 meses pós-curso
- Durante o curso (24 meses): paga apenas juros — cerca de 62 €/mês
- Após o curso (36 meses de amortização): prestação de ≈ 450 €/mês
- MTIC total: ≈ 17.200 €
Sem carência (crédito pessoal standard, mesma TAEG, 60 meses):
- Prestação desde o início: ≈ 283 €/mês
- MTIC total: ≈ 16.980 €
A carência oferece alívio financeiro durante os estudos, mas o custo total pode ser ligeiramente superior devido ao período adicional de juros.
Alternativas ao crédito tradicional
- Bolsas de mérito — além das bolsas DGES, muitas universidades e fundações têm bolsas por mérito académico que não exigem reembolso
- Plano de poupança antecipada — se o curso é para daqui a 2 ou 3 anos, um PPR ou depósito a prazo pode evitar a necessidade de crédito
- Formação financiada pelo empregador — muitas empresas cobrem total ou parcialmente cursos relevantes para a função. Negocie esta possibilidade
- Cursos online e opções mais acessíveis — plataformas como Coursera, edX e universidades portuguesas oferecem formações de qualidade por uma fração do custo presencial
- Pagamento faseado da propina — a maioria das instituições de ensino permite pagar a propina em prestações sem juros durante o ano letivo
Checklist: antes de pedir crédito para formação
| Passo | O que fazer |
|---|---|
| 1.º | Verificar elegibilidade para bolsa DGES ou bolsas de mérito |
| 2.º | Negociar com o empregador (se aplicável) |
| 3.º | Perguntar sobre pagamento faseado na instituição de ensino |
| 4.º | Simular crédito formação em pelo menos 3 bancos |
| 5.º | Comparar TAEG, MTIC e condições de carência |
| 6.º | Confirmar possibilidade de amortização antecipada sem penalização |
O crédito para formação é um investimento em si próprio — mas como qualquer investimento, deve ser analisado com cuidado. Comece pelas opções gratuitas ou não reembolsáveis e só depois avance para o crédito.