Serviço gratuito de intermediação de crédito
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Falhar uma prestação do crédito pessoal pode acontecer a qualquer pessoa — um imprevisto, um atraso no salário ou uma despesa inesperada. O importante é agir rapidamente. Quanto mais tempo deixar passar, maiores são as penalizações e mais difícil se torna regularizar a situação.
O que acontece quando falha uma prestação
Dia 1: Comunicação de incumprimento
A partir do primeiro dia de atraso, o banco regista o incumprimento internamente. Pode receber uma chamada ou mensagem a alertar para a situação. É neste momento que deve agir — ainda há tempo para evitar consequências graves.
Dia 8: Juros de mora e comissões
Após 7 a 8 dias de atraso, aplicam-se juros de mora (TAN + sobretaxa de 3% a 4%) e uma comissão de recuperação por cada prestação vencida.
Dia 30: Comunicação ao Banco de Portugal
Ao fim de 30 dias, o incumprimento é comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal. Fica registado como crédito em incumprimento e o seu score de crédito é penalizado.
Dia 90+: Resolução do contrato
Se o incumprimento se prolongar por mais de 3 meses, o banco pode resolver o contrato e exigir o pagamento imediato da totalidade da dívida (capital em dívida + juros + penalizações). Pode ainda iniciar um processo judicial de cobrança.
Cronologia das penalizações
| Dias de atraso | Consequência | Custo estimado |
|---|---|---|
| 1 – 7 dias | Alerta do banco (telefone/SMS/email) | Nenhum (período de tolerância) |
| 8 – 30 dias | Juros de mora + comissão de recuperação | Sobretaxa de 3% – 4% + comissão (~20 – 50 €) |
| 30 – 90 dias | Registo na CRC do Banco de Portugal | Mancha no historial de crédito durante anos |
| Mais de 90 dias | Resolução do contrato, exigência do total da dívida | Totalidade do capital em dívida + custos legais |
O que fazer imediatamente após falhar uma prestação
- Contacte o banco no próprio dia — muitos bancos têm soluções de regularização para clientes que mostram proatividade
- Explique a situação com honestidade — um imprevisto pontual é tratado de forma diferente de um incumprimento sistemático
- Proponha um plano de pagamento — pagar a prestação em atraso na semana seguinte, ou em duas vezes, pode ser aceite
- Peça a não comunicação à CRC — se regularizar rapidamente, alguns bancos podem não reportar o atraso
- Documente tudo — guarde emails, SMS e anote as chamadas com nome do operador, data e hora
Exemplo prático: Falhou uma prestação de 200 € no dia 5. Se pagar até ao dia 12, provavelmente não há penalizações. Se pagar no dia 20, já terá de pagar a prestação + juros de mora (~2 € – 5 €) + comissão (~20 € – 50 €). Se esperar até ao dia 35, além dos custos, o incumprimento vai para a CRC. Agir nos primeiros 7 dias pode poupar-lhe dinheiro e proteger o seu histórico de crédito.
Opções de regularização
Se não conseguir pagar de imediato, o banco pode oferecer:
- Diferimento da prestação: a prestação é adiada para o final do contrato (aumenta o MTIC)
- Plano de pagamento faseado: divide o valor em atraso em prestações menores
- Período de carência: suspensão temporária das prestações
- Renegociação do crédito: ajuste do prazo ou montante da prestação
Conclusão
Falhar uma prestação não é o fim do mundo — desde que aja com rapidez. Contacte o banco nos primeiros dias, regularize o valor em atraso e evite que a situação escale. Se as dificuldades forem estruturais e não pontuais, procure ajuda especializada para renegociar as condições antes de acumular mais prestações em atraso.