Serviço gratuito de intermediação de crédito
Comparamos 9 bancos para encontrar a melhor proposta para si.
Comprar casa é um dos passos mais importantes da vida financeira, e a decisão de o fazer sozinho ou em casal altera significativamente as condições de crédito, o processo burocrático e a margem de manobra orçamental. Este guia compara os dois cenários para que possa tomar uma decisão informada.
As principais diferenças em resumo
Assume a totalidade do crédito e da responsabilidade. Mais risco, mais independência. O banco avalia apenas os seus rendimentos e o seu histórico financeiro.
O crédito é partilhado por duas pessoas. Rendimentos somados, dívidas somadas. Ambos são solidariamente responsáveis pelo reembolso.
Taxa de esforço: a diferença mais visível
A taxa de esforço é o ponto onde os dois cenários mais divergem. Num crédito individual, apenas os rendimentos e dívidas de uma pessoa são considerados. Num crédito em casal, somam-se rendimentos mas também dívidas.
| Aspeto | Sozinho | Em casal |
|---|---|---|
| Rendimentos | Só os seus rendimentos líquidos | Soma dos rendimentos líquidos de ambos |
| Dívidas | Apenas as suas | Soma das dívidas de ambos (créditos, cartões) |
| Limite máximo legal | 50% dos seus rendimentos | 50% do rendimento conjunto |
| Prestação máxima | Mais limitada — menos rendimento individual | Geralmente mais elevada — rendimentos combinados |
| Impacto de um imprevisto | Recai 100% sobre si | Pode ser absorvido pelo outro titular |
Burocracia e processo
Sozinho
- Documentos a apresentar: IRS, recibos de vencimento, extrato bancário, mapa de responsabilidades — todos apenas de uma pessoa.
- Processo mais simples e rápido — menos papelada e menos coordenação entre as partes.
- Decisão unilateral — não precisa de negociar prazos, preferências ou concessões com outra pessoa.
- Escritura: Apenas um comprador, um titular do imóvel.
Em casal
- Documentos a apresentar em duplicado: IRS, recibos de vencimento e mapa de responsabilidades de ambos os titulares.
- Processo potencialmente mais demorado — qualquer atraso na documentação de um dos membros bloqueia todo o processo.
- Decisões partilhadas — exige alinhamento sobre valor da casa, tipologia, localização e modalidade de taxa.
- Escritura: Ambos constam como titulares; é necessário definir o regime de bens (comunhão ou separação).
O que acontece em caso de separação ou divórcio?
Este é um ponto frequentemente negligenciado, mas fundamental.
| Situação | Implicações |
|---|---|
| Crédito em casal com separação | Ambos continuam responsáveis perante o banco. Se um deixar de pagar, o outro assume a totalidade. |
| Venda do imóvel | Exige acordo de ambos os titulares. Se não houver acordo, pode ser necessário recorrer a tribunal. |
| Passagem do crédito para um só titular | O banco tem de aprovar — o cônjuge que fica com o crédito precisa de ter rendimentos suficientes para suportar a prestação sozinho. |
Impacto nas condições de crédito
Os bancos avaliam o risco de forma diferente consoante o número de titulares:
| Condição | Sozinho | Em casal |
|---|---|---|
| Spread | Pode ser ligeiramente mais elevado (risco concentrado) | Geralmente mais favorável (risco diluído) |
| LTV máximo | Até 90% (pode ser mais restritivo) | Até 90% (mais fácil de atingir com dois rendimentos) |
| Prazo máximo | Até 40 anos (limitado pela idade) | Até 40 anos (conta a idade do titular mais velho) |
| Produtos cross-selling | Menor pressão para subscrever produtos extra | Frequentemente exigem domiciliação de ambos os vencimentos |
Qual a melhor opção para si?
- Sozinho — Se tem rendimentos estáveis, taxa de esforço confortável e valoriza a independência total nas decisões. Ideal para quem já tem um bom pé-de-meia para a entrada.
- Em casal — Se pretende maximizar o montante de financiamento, diluir o risco e beneficiar de melhores condições. Ideal para casais com rendimentos complementares e objetivos alinhados.
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